A utopia constroi-se de desenhos carimbados e deitados fora.
Rasgo os meus desenhos e maquetas quando tenho acessos de raiva, muitos agora sobrevivem graças ao seu registo digital, quando me lembro de os fotografar ou digitalizar. E são sempre os que gosto mais que vão primeiro para o "abate"! Não é racional! Contudo sou incapaz de estragar o que é dos outros! Infelizmente todos os trabalhos que "sobraram" nada me dizem são meros exercícios "técnicos", "burocráticos", contudo acabados, limpinhos, perceptíveis, verdadeiras "misses" passíveis de se apresentar num port-folio, a acompanhar o seu dono rigorosamente vestido de "fato e gravata".
11.10.06
Um GRANDE exemplo de como fazer arte com o barro que temos.
fotografia da autoria de Carolina MoscosoNão, não é uma fotografia a preto e branco! Não, não foi ensaiada! Não, a "artista" não pediu um riso "colgate", nunca devem ter ouvido falar em tal coisa! Não, não lhes pôs maquilhagem nem alterou a fotografia no photoshop! É uma artista MAIOR.
3.10.06
anedotas
Nunca nos anos anteriores trabalhei tanto como este ano para projecto.
Sempre me custou muito trabalhar para projecto, mas nunca como neste 5º ano.
Raramente pedia acompanhamento dos trabalhos! Sempre me fez muita confusão estar a trabalhar e ter um professor, que sabe de certeza muito mais do que eu e que quase de certeza nunca daria tantas voltas para chegar ao mesmo trabalho ou a um resultado melhor!
Também é certo que nunca consegui acabar nenhum trabalho! Não sei porquê, nem vou partir a cabeça para o descobrir!
Fiquei sempre muito confusa quando desde o meu primeiro ano via pessoas a engalfinharem-se no trabalho, e o resultado ser uma resma de desenhos, que eu entendia terem muito valor porque, para além de muitas, me parecerem ter sido o resultado de muito trabalho! E sempre me enganei porque tinha, apesar de apresentar menos produção ao kilo, sempre "carimbos" (notas, avaliação) superiores às desses coitados! E devo dizer que nunca inferiores a 14 (sem quase esforço nenhum, trabalhando, nos últimos meses, um a dois meses, dava perfeitamente, pelo menos até ao 4º ano)! Pois parece que no 5º ano a coisa já não é assim ou então é ver a avaliação da turma em geral, talvez possamos chegar a algumas conclusões! Realmente foi a piorzinha de todas as outras, ou somos muito burros (é uma explicação plausível) ou este professor não sabe avaliar, ou não sabe acompanhar o trabalho dos alunos!
Um trabalho para se apresentar em exame final de uma cadeira deveria no mínimo ter sido visto, acompanhado e avaliado pelo docente de projecto. Mas é só uma insignificante sugestão! E digo-vos que já arrisquei muito mais! E sempre que chegava ao fim julgava sempre que ia chumbar desta não foi diferente, mas agora em vez de um 14 ou 16, tive um anedótico 12. Enfim coisas!
Sempre me custou muito trabalhar para projecto, mas nunca como neste 5º ano.
Raramente pedia acompanhamento dos trabalhos! Sempre me fez muita confusão estar a trabalhar e ter um professor, que sabe de certeza muito mais do que eu e que quase de certeza nunca daria tantas voltas para chegar ao mesmo trabalho ou a um resultado melhor!
Também é certo que nunca consegui acabar nenhum trabalho! Não sei porquê, nem vou partir a cabeça para o descobrir!
Fiquei sempre muito confusa quando desde o meu primeiro ano via pessoas a engalfinharem-se no trabalho, e o resultado ser uma resma de desenhos, que eu entendia terem muito valor porque, para além de muitas, me parecerem ter sido o resultado de muito trabalho! E sempre me enganei porque tinha, apesar de apresentar menos produção ao kilo, sempre "carimbos" (notas, avaliação) superiores às desses coitados! E devo dizer que nunca inferiores a 14 (sem quase esforço nenhum, trabalhando, nos últimos meses, um a dois meses, dava perfeitamente, pelo menos até ao 4º ano)! Pois parece que no 5º ano a coisa já não é assim ou então é ver a avaliação da turma em geral, talvez possamos chegar a algumas conclusões! Realmente foi a piorzinha de todas as outras, ou somos muito burros (é uma explicação plausível) ou este professor não sabe avaliar, ou não sabe acompanhar o trabalho dos alunos!
Um trabalho para se apresentar em exame final de uma cadeira deveria no mínimo ter sido visto, acompanhado e avaliado pelo docente de projecto. Mas é só uma insignificante sugestão! E digo-vos que já arrisquei muito mais! E sempre que chegava ao fim julgava sempre que ia chumbar desta não foi diferente, mas agora em vez de um 14 ou 16, tive um anedótico 12. Enfim coisas!
20.8.06
desocupar o tempo
Irrita-me um bocado aquele pretensiosismo de alguns arquitectos que pensam "mundos e fundos" ao milimetro em cada cantinho. Tudo tem uma função imediata, cronometrada, métrica, como se as funções biológicas comer, dormir, sentar, levantar, trabalhar nos tornassem autómatos e espartilhados numa ditadura imposta pela análise externa, complexa e específica de cada parte de nós. A arquitectura parece ter-se fatalmente tornado numa sala de dissecação de carcaças humanas, à boa maneira de "O admirável mundo novo", onde Aldous Huxley descrevia "linhas de montagem" humanas que "formatavam" à nascença a vida de cada um, correspondendo aos seus apetrechos de origem.
Há horários para tudo, há lugares e mini-lugares para tudo. Qualquer dia teremos de picar o ponto ao deitar e ao levantar e estas horas de descanso, ou até de fazer nenhum, serão descontadas nos impostos. Ouvi falar de umas cápsulas de descanso onde se paga caro para "cochilar" uns miseráveis vinte ou trinta minutos, ainda por cima na cápsula onde já muitos se deitaram! Arrepia-me esta ideia! Antes prefiro sentar-me num banco de jardim e recostar-me a apanhar um solzito!
Há horários para tudo, há lugares e mini-lugares para tudo. Qualquer dia teremos de picar o ponto ao deitar e ao levantar e estas horas de descanso, ou até de fazer nenhum, serão descontadas nos impostos. Ouvi falar de umas cápsulas de descanso onde se paga caro para "cochilar" uns miseráveis vinte ou trinta minutos, ainda por cima na cápsula onde já muitos se deitaram! Arrepia-me esta ideia! Antes prefiro sentar-me num banco de jardim e recostar-me a apanhar um solzito!
19.8.06
visão de "deus" ou "(...)para que estás a ter tanto trabalho isso vai ser construído?!" ou "deixa-te disso nunca vais fazer esses projectos!"
a lamela colada contra outra lamela suja de cola com papel de jornal colado
e o alcance do ser fora da escala da maqueta como faz para estar aqui
este "mundo projectado" continua vaziodegente
ser espacial ou "tridimensional" não basta para ter gente
nem que estivesse à mesma escala
Parece que deus fez o mundo
só depois de muito estudá-lo fez um homem para habitá-lo
e há quem nem consiga habitar
e o arquitecto é demasiado ambicioso
depois do ser analisado, esquartejado, em todas as suas especificidades humanas, contraditórias
quer "amurá-lo" num mundo construído por si
e o alcance do ser fora da escala da maqueta como faz para estar aqui
este "mundo projectado" continua vaziodegente
ser espacial ou "tridimensional" não basta para ter gente
nem que estivesse à mesma escala
Parece que deus fez o mundo
só depois de muito estudá-lo fez um homem para habitá-lo
e há quem nem consiga habitar
e o arquitecto é demasiado ambicioso
depois do ser analisado, esquartejado, em todas as suas especificidades humanas, contraditórias
quer "amurá-lo" num mundo construído por si
é melhor estar no mundo do que construí-lo
Desde o início do ano que trabalho para projecto mas nada se compara com a quantidade de trabalho que já fiz e deitei fora desde o fim de junho até agora, época em que terminam as outras 7 cadeiras, que nos "comem" o tempo físico e mental (e que ainda vou fazer até dia 8 de setembro).
Na verdade tive, para além desta cadeira fulcral de projecto, mais 4 cadeiras de projecto, urbanismo, construções, estruturas, e recuperação arquitectónica. Todas com a sua componente prática e teórica (2 testes e dois trabalhos de alguma complexidade).
Uma pessoa mesmo não percebendo nada deste curso, dirá "mas porquê cinco cadeiras de "projecto" quando podem ter apenas uma " ainda por cima num quinto ano onde se prepara um aluno para o "mundo real" e para um sexto ano de estágio académico e um sétimo de estágio para a ordem? Pois é esta situação ridícula, muito típica do "ensino Português", é aceite por nós alunos "coisificados" por este sistema de rebanhos, e pelos docentes que delegam sempre as responsabilidades de um sistema decadente para cima de outros dizendo que "(...)já há muito que vêm alertando para o facto!" e que "(...)já não vale a pena dizer mais nada!"
Que lógica tem estarmos agora a terminar um trabalho de projecto durante um mês, que supostamente vem no nosso calendário como mês de férias, e numa altura onde as outras cadeiras que nos poderiam apoiar nesta fase já "fecharam a loja"!?
Se repararmos bem ou urbanismo não devia existir ou o plano urbano que estamos a fazer para o vale de santo antónio deveria ter sido feito em urbanismo. Já a cadeira de recuperação deveria ser também adaptada a esta lógica de "reabilitação de tecidos urbanos". Construções se se colocasse no seu lugar também deveria estar a funcionar na altura em que estivéssemos a projectar, os projectos não são desenhos "bonitinhos" bidimensionais com umas "composições geométricas". "Composição geométrica" é coisa que não cabe na minha "cachola", vê-se logo que é coisa de gente que não percebe nada de geometria, para mim a geometria é "uma forma de representação de um ser aí " que embora sirva como forma de comunicação nunca é a "coisa" em si, a arquitectura envolvendo uma entidade que é um corpo implica um estar aí que consegue ser mais cinematográfico (embora ainda redutor) do que sucessões de fotografias congeladas! Nesse aspecto conseguimos identificar no gaudí um espaço que em vez de ser "empurrado" (formado) apenas com os olhos extrapola o corpo e torna-se num habitar fenomenológico. Volta-se ao ventre materno, ao ninho onde sentimos as paredes como "muros" protectores do "lá-fora" do espaço à mercê "do desconhecido".
Na verdade tive, para além desta cadeira fulcral de projecto, mais 4 cadeiras de projecto, urbanismo, construções, estruturas, e recuperação arquitectónica. Todas com a sua componente prática e teórica (2 testes e dois trabalhos de alguma complexidade).
Uma pessoa mesmo não percebendo nada deste curso, dirá "mas porquê cinco cadeiras de "projecto" quando podem ter apenas uma " ainda por cima num quinto ano onde se prepara um aluno para o "mundo real" e para um sexto ano de estágio académico e um sétimo de estágio para a ordem? Pois é esta situação ridícula, muito típica do "ensino Português", é aceite por nós alunos "coisificados" por este sistema de rebanhos, e pelos docentes que delegam sempre as responsabilidades de um sistema decadente para cima de outros dizendo que "(...)já há muito que vêm alertando para o facto!" e que "(...)já não vale a pena dizer mais nada!"
Que lógica tem estarmos agora a terminar um trabalho de projecto durante um mês, que supostamente vem no nosso calendário como mês de férias, e numa altura onde as outras cadeiras que nos poderiam apoiar nesta fase já "fecharam a loja"!?
Se repararmos bem ou urbanismo não devia existir ou o plano urbano que estamos a fazer para o vale de santo antónio deveria ter sido feito em urbanismo. Já a cadeira de recuperação deveria ser também adaptada a esta lógica de "reabilitação de tecidos urbanos". Construções se se colocasse no seu lugar também deveria estar a funcionar na altura em que estivéssemos a projectar, os projectos não são desenhos "bonitinhos" bidimensionais com umas "composições geométricas". "Composição geométrica" é coisa que não cabe na minha "cachola", vê-se logo que é coisa de gente que não percebe nada de geometria, para mim a geometria é "uma forma de representação de um ser aí " que embora sirva como forma de comunicação nunca é a "coisa" em si, a arquitectura envolvendo uma entidade que é um corpo implica um estar aí que consegue ser mais cinematográfico (embora ainda redutor) do que sucessões de fotografias congeladas! Nesse aspecto conseguimos identificar no gaudí um espaço que em vez de ser "empurrado" (formado) apenas com os olhos extrapola o corpo e torna-se num habitar fenomenológico. Volta-se ao ventre materno, ao ninho onde sentimos as paredes como "muros" protectores do "lá-fora" do espaço à mercê "do desconhecido".
18.8.06
11.8.06
dores do tempo perdido com a não aceitação da condição de auto-flagelação imposta por envagelistas do sadomasoquismo
Dores nas articulações nas mãos!
Dores nas costas e pescoço!
Dores nos braços!
Dores nas pernas (ossos, músculos, circulação)!
Dores nos pés, nos calcanhares e sola dos pés (neste momento olhei para elas e pareciam-me "bem passadas")!
Dores de cabeça!
Dores na alma pelo tempo gasto dentro de um cubículo sem a possibilidade de ver o sol antes de 15 de setembro!
(com o sadomasoquismo é capaz do número de visitantes indirectos disparar! O que uma maqueta faz a uma pessoa e a um blog!)
Dores nas costas e pescoço!
Dores nos braços!
Dores nas pernas (ossos, músculos, circulação)!
Dores nos pés, nos calcanhares e sola dos pés (neste momento olhei para elas e pareciam-me "bem passadas")!
Dores de cabeça!
Dores na alma pelo tempo gasto dentro de um cubículo sem a possibilidade de ver o sol antes de 15 de setembro!
(com o sadomasoquismo é capaz do número de visitantes indirectos disparar! O que uma maqueta faz a uma pessoa e a um blog!)
10.8.06
tempo
Depois de ter praticamente me mudado para a FA, com 32 horas de aulas semanais mais outras tantas queimadas a trabalhar para as mesmas cadeiras que não dispensam a "importante" presença dos alunos, não vá depois deixar de ter o direito de ser avaliada!
60% da frequência às aulas é obrigatória senão existe uma espécie de chumbo por faltas ou uma penalização quantitativa do aluno pelo professor. Eu pergunto será que os "meninos" que se "portam mal" e não vão às aulas não se prejudicam à partida tendo provavelmente um aproveitamento inferior. Se isto não acontece das duas uma ou o aluno é excepcional e a classificação obtida é justa, porque a consegue sozinho, ou então o sistema de avaliação é obsoleto e quem avalia tem um grave problema em conseguir ensinar.
Parece contudo que o ensino se voltou para uma espécie de objectivo de classificação do aluno coisificado, tornado em mais um bicho de um "rebanho" onde é carimbado um número no lombo, que se cicatriza deixando marcas e de onde a dita criatura dificilmente conseguirá deixar de ser incluída em subgrupos de "valor". Um aluno de 16 entra para o grupinho dos cromos dos grandes cérebros, o do dezoito coitado (continua) entra numa classificação de "nãofazmaisnadanavida senãoestudaretrabalhar" (este normalmente por ser a minoria deambula sozinho e como tal realmente não tem mais nada para fazer na vida senão estudar, para ocupar o tempo que tem), os dos catorzes que deveriam corresponder à mediania ainda são considerados excepcionais (pelo menos neste país, nesta faculdade e neste curso), os dos dozes vivem felizes e pululam pelos cantos com os seus bandos de "camaradas" (onde ninguém faz sombra aos outros), os chumbados aparecem e desaparecem (são muito inconstantes,têm que fazer pela vida, pois normalmente os paizinhos deixaram de sustentar os seus vícios, e como nesta faculdade não há horários adequados a quem trabalha estes fazem em média duas a três cadeiras por ano, na melhor das hipóteses).
Algumas cadeiras ridicularizam-se dando matérias que para além de não servirem para nada no mundo da "arquitectura real", tem formas bizarras de avaliar os alunos, remetendo-nos para uma época dourada da pré-adolescência onde preenchiamos (depois de muito empinanço tosco) os espaços em branco depois de analisado o contexto ou a figura.
Outras cadeiras "ciumentas" do estatuto da cadeira de projecto atiram para cima dos alunos tantos ou mais trabalhos do que a cadeira que é central, e ocupa doze horas semanais para além das outras extra para trabalhar.
E é assim que um aluno tem de ir a setembro com a cadeira principal do curso! Para além de ter uma vida fora da faculdade.
60% da frequência às aulas é obrigatória senão existe uma espécie de chumbo por faltas ou uma penalização quantitativa do aluno pelo professor. Eu pergunto será que os "meninos" que se "portam mal" e não vão às aulas não se prejudicam à partida tendo provavelmente um aproveitamento inferior. Se isto não acontece das duas uma ou o aluno é excepcional e a classificação obtida é justa, porque a consegue sozinho, ou então o sistema de avaliação é obsoleto e quem avalia tem um grave problema em conseguir ensinar.
Parece contudo que o ensino se voltou para uma espécie de objectivo de classificação do aluno coisificado, tornado em mais um bicho de um "rebanho" onde é carimbado um número no lombo, que se cicatriza deixando marcas e de onde a dita criatura dificilmente conseguirá deixar de ser incluída em subgrupos de "valor". Um aluno de 16 entra para o grupinho dos cromos dos grandes cérebros, o do dezoito coitado (continua) entra numa classificação de "nãofazmaisnadanavida senãoestudaretrabalhar" (este normalmente por ser a minoria deambula sozinho e como tal realmente não tem mais nada para fazer na vida senão estudar, para ocupar o tempo que tem), os dos catorzes que deveriam corresponder à mediania ainda são considerados excepcionais (pelo menos neste país, nesta faculdade e neste curso), os dos dozes vivem felizes e pululam pelos cantos com os seus bandos de "camaradas" (onde ninguém faz sombra aos outros), os chumbados aparecem e desaparecem (são muito inconstantes,têm que fazer pela vida, pois normalmente os paizinhos deixaram de sustentar os seus vícios, e como nesta faculdade não há horários adequados a quem trabalha estes fazem em média duas a três cadeiras por ano, na melhor das hipóteses).
Algumas cadeiras ridicularizam-se dando matérias que para além de não servirem para nada no mundo da "arquitectura real", tem formas bizarras de avaliar os alunos, remetendo-nos para uma época dourada da pré-adolescência onde preenchiamos (depois de muito empinanço tosco) os espaços em branco depois de analisado o contexto ou a figura.
Outras cadeiras "ciumentas" do estatuto da cadeira de projecto atiram para cima dos alunos tantos ou mais trabalhos do que a cadeira que é central, e ocupa doze horas semanais para além das outras extra para trabalhar.
E é assim que um aluno tem de ir a setembro com a cadeira principal do curso! Para além de ter uma vida fora da faculdade.
9.8.06
7.8.06
das maquetas VIII
Das maquetas e dos desenhos de arquitectura "bonitinhos" não reza a história do que existe arquitectonicamente construído, falem com o Gaudí, ele saberá responder melhor a isto.
Meus queridos, se querem ser arquitectos vão para as obras partir pedra! Quem lá está não percebe pêva dos desenhos que provavelmente também o sr. ou sra. candidato(a) a arquitecto(a) também não percebe!
Meus queridos, se querem ser arquitectos vão para as obras partir pedra! Quem lá está não percebe pêva dos desenhos que provavelmente também o sr. ou sra. candidato(a) a arquitecto(a) também não percebe!
das maquetas VII
Sou boa em deixá-las mal amanhadas, mal cortadas, despedaçadas, com as curvas de nível com rasgos! Bolas uma maqueta é só um instrumento de trabalho não é nenhum stand de vendas!
das maquetas VI (ou dos seus "dinhos")
Não sei fazê-las bem corta"dinhas", bem cola"dinhas" , bem visto"zinhas", bem apruma"dinhas", bem exacta"zinhas", bem boni"tinhas".
das maquetas V
Calcular bem a quantidade de cartão que precisa, para além dos preços estarem pela hora da morte (nada de gastos supérfluos) se levar a menos vai faltar em algum sítio.
das maquetas IV
Nunca se esquecer que nem tudo o que entra consegue sair! Não é só uma questão de dimensão! Note-se que uma dimensão que entra ao alto por vezes já não poderá sair ao baixo! Convém que fique tudo muito bem coladinho, nada de cuspo!
das maquetas III
Calcular bem os sítios onde precisa mesmo de deitar cola, senão arrisca-se a gastar uma pipa de massa em cola para além de aumentar o peso próprio da maqueta!
das maquetas II
Calcular o peso exacto até onde os nossos braços as conseguem transportar! Se a maqueta não estiver completa a culpa é da compleição física do "artista"!
1.8.06
aqui não se fala de arquitectura
Os projectos têm a obrigação de obedecer enquanto o arquitecto esquarteja a terra como lhe apetece?
da educação dos projectos
Não sei o que é ter filhos mas cada vez que me nasce um projecto sinto-o como um filho ingrato, mal educado, com dificuldades em andar e a precisar de botas ortopédicas por todo o lado. Este sendo incapaz de se governar sozinho teima sempre em autonomizar-se. Cada vez que relaxo lá vem ele e espeta-me os braços para fora das janelas, despenteia-se, agride os vizinhos, ingere porcarias e arma-se em bom quando ainda está cheio de defeitos. E cada vez que o reeduco nunca sei se o faço melhor do que na primeira vez.
Empty Spaces
(...)What shall we use
To fill the empty spaces
Where we used to talk?
How shall I fill
The final places?
How should I complete the wall.
in Empty sapces, The wall, Pink Floyd
that's my problem
(...)I can't tell when I'm
Not being real
(...)And our homeless dreams
Go back to the street
Another time or place
Another civilization
(...)Dreaming man
He's got a plan.
in Dreaming man, Canadian Amp EP; Neko Case
Not being real
(...)And our homeless dreams
Go back to the street
Another time or place
Another civilization
(...)Dreaming man
He's got a plan.
in Dreaming man, Canadian Amp EP; Neko Case
28.7.06
Indian Palace
Comemorar um jantar de anos num restaurante Indiano não é equiparável a fazê-lo num palácio Indiano. Aqui temos acesso a menos luxo e os Indianos que lá estiverem (se os houver) são de castas mais baixas, muito longe dos exuberantes rajás. As indianas com aqueles ventres à mostra, e com uma pinta na testa também não lá estarão. Mas se se deslocarem às imediações das zonas de serviços, às cozinhas, poderão encontrar indianas a preparar as comidas carregadas de especiarias.
Na verdade este restaurante para ostentar o nome de Indian Palace teria de pelo menos nos fazer chegar à India através da cozinha que faz! Com a despropositada mistura de comida Indiana e de comida Italiana chegamos à conclusão que este é mais um daqueles restaurantes como os chineses onde o que conta é mesmo vender qualquer coisa. Até pensámos antes de ver a lista (como no chinês ostenta um número para não haver enganos) que esta comida Italiana teria uma inovação, como por exemplo uma plausível pizza de caril.
Quando a comida chegou o empregado que serve à mesa em vez de se referir às "coisas" pelos números ou nomes equivelentes em português, fê-lo em Indiano, claro está que esteve especado alguns minutos à espera que todos decifrassem o que tinham pedido.
Como estavamos a comemorar um aniversário o que menos importava era a comida, esta chegou mesmo a ser deixada no prato pela maioria, que incauta não conseguia perceber porquê tão doces estes pratos, quando ainda nem tinham chegado à sobremesa.
O arroz basmati tinha um leve travo a mofo ou ranso, não sei, qualquer cheiro a "antigo".
E os empregados tinham um problema qualquer de visão, audição ou atenção, quando os chamávamos só lá iam se lhes apetecia, ao fim de muito braço levantado.
Tudo isto seria pouco suportável se não estivéssemos nos anos da minha querida amiga "gaja boa" . Os convidados mais "fraquinhos" foram abandonando o grupo, e pouco a pouco eu também fraquejei e tive de me recolher. Pois é assim a vida de aluna que foi enviada para setembro para acabar projecto.
alegações finais: " gostei muito, tu és uma grande amiga. E tudo te correrá bem vais ver!"
Na verdade este restaurante para ostentar o nome de Indian Palace teria de pelo menos nos fazer chegar à India através da cozinha que faz! Com a despropositada mistura de comida Indiana e de comida Italiana chegamos à conclusão que este é mais um daqueles restaurantes como os chineses onde o que conta é mesmo vender qualquer coisa. Até pensámos antes de ver a lista (como no chinês ostenta um número para não haver enganos) que esta comida Italiana teria uma inovação, como por exemplo uma plausível pizza de caril.
Quando a comida chegou o empregado que serve à mesa em vez de se referir às "coisas" pelos números ou nomes equivelentes em português, fê-lo em Indiano, claro está que esteve especado alguns minutos à espera que todos decifrassem o que tinham pedido.
Como estavamos a comemorar um aniversário o que menos importava era a comida, esta chegou mesmo a ser deixada no prato pela maioria, que incauta não conseguia perceber porquê tão doces estes pratos, quando ainda nem tinham chegado à sobremesa.
O arroz basmati tinha um leve travo a mofo ou ranso, não sei, qualquer cheiro a "antigo".
E os empregados tinham um problema qualquer de visão, audição ou atenção, quando os chamávamos só lá iam se lhes apetecia, ao fim de muito braço levantado.
Tudo isto seria pouco suportável se não estivéssemos nos anos da minha querida amiga "gaja boa" . Os convidados mais "fraquinhos" foram abandonando o grupo, e pouco a pouco eu também fraquejei e tive de me recolher. Pois é assim a vida de aluna que foi enviada para setembro para acabar projecto.
alegações finais: " gostei muito, tu és uma grande amiga. E tudo te correrá bem vais ver!"
26.7.06
I just can't walk the line
É provável que as botas ortopédicas tivessem que ser calçadas noutro sítio que não nos pés. Pode ser que inventem um ortopedista para o cérebro!
da falha
Há gente muito boa a prever a queda, põe almofadas por todo lado para, se mesmo assim houver um erro de trajecto, conseguirem amortecer a queda e não chegar a fazer almogadelas interiores. Podem danificar o capôt e alguma folha da carroçaria, mas dentro tudo permanecerá intacto!
eu tinha de dizer isto
A gaja boa tem um trabalho muito bom, o que se passa é que a gata borralheira quando vai ao baile ter com o príncipe vai adequadamente vestida, claro que teve a ajuda da varinha de condão da fada madrinha! Gaja boa, amiga, sabes que não tens fada madrinha, que te mataste a lavar os cantos à casa este ano inteiro, mal tiveste tempo para respirar, com oito cadeiras para fazer, só tens de pensar que, se eventualmente tiveres de ir a setembro, só tens de acabar o trabalho. Não há nada de errado contigo!
da pornografia na arquitectura III
Fico feliz por saber que a FAUTL não está completamente contaminada por esse grande "monstro" que nos cega e seduz reduzindo a nossa capacidade de percepção e de pés no chão, que se chama pornografia na arquitectura. Imagens tridimensionais, quase etéreas, imatéricas, imaculadas, sem terra, nem lama, e nem barro de trabalho, consequentemente tão frágeis como o papel onde se apresentam. Cada esquina minuciosamente bem pensada para ficar bem em cada retrato onde está congelada. Enfim uma verdadeira vedeta manipulada pelos managers que a empunham orgulhosos da sua mini-casa-de-alterne.
25.7.06
da desorganização VII
Um dia disse a um professor de teoria da faculdade que "se calhar as próprias pessoas é que deviam fazer as suas casas!", obviamente que este respondeu que "não, as pessoas nunca saberão o que querem nem como fazê-lo!" . Pois ainda tenho dúvidas em relação a este argumento, desacredito completamente na arquitectura! A maioria anda por aí a brincar com as sombras projectadas pela volumetria sobre a composição esmerada de alçados.
da desorganização VI
Reconheço que não tenho estaleca para trabalhar 17h por dia, em média, ser mal paga, e mal tratada pelas pessoas, que nem percebem o trabalho inglório que é fazer arquitectura. É provável que os arquitectos também sejam os primeiros a assassinar o seu próprio trabalho. Pois bem, como for, não me presto a tanto, o curso foi uma pequena amostra e já fez mossa suficiente!
da desorganização V
Devo certamente muita coisa à faculdade, mas não creio que se soubesse como isto era que tivesse enveredado por este "monstro triturador".
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