2.8.08



Marta Freitas, grafite, lápis de cor, e tinta da china (azul) sobre canson

1.8.08

Like A Hurricane



(Young)
Once I thought I saw you
In a crowded hazy bar
Dancing on the light from the star to star
Far across the moonbeams
I know that´s who you are
I saw you´re brown eyes turning once to fire
You are like a hurricane
There´s calm in your eyes
And I´m getting blow away
To somewhere safer where feelings stays
I want to love you
But I´m getting blown away
I am just a dreamer
But you are just a dream
You could have been anyone to me
Before that moment you touched my lips
That perfect feeling when time just slips
Away between us on your foggy trips

Roxy Music
Marta Freitas, caneta sobre folha branca A3, digitalização e pintura em photoshop


Marta Freitas, Caneta e feltro sobre moleskine

31.7.08



Marta Freitas, caneta sobre moleskine


Marta Freitas, caneta sobre moleskine

30.7.08

Dying On The Vine



I've been chasing ghosts and I don't like it
I wish someone would show me where to draw the line
I'd lay down my sword if you would take it
And tell everyone back home I'm doing fine

I was with you down in Acapulco
Trading clothing for some wine
Smelling like an old adobe woman
Or a William Burroughs playing for lost time

I was thinking about my mother
I was thinking about what's mine
I was living my life like a Hollywood
But I was dying on the vine

Who could sleep through all that noisy chatter
The troops, the celebrations in the sun
The authorities say my papers are all in order
And if I wasn't such a coward I would run

I'll see you me when all the shooting's over
Meet me on the other side of town
Yes, you can bring all your friends along for protection
It's always nice to have them hanging around

I was thinking about my mother
I was thinking about what's mine
I was living my life like a Hollywood
But I was dying, dying on the vine


John Cale

Alles Nahe werde fern1

"Todo o perto se Afasta"1

1 Goethe

29.7.08

a vida como um apêndice

"Os peregrinos procuram uma meta ignorada, e essa meta, que só conhecemos no fim, tem a obrigação de maravilhar, e não ser nem parecer um acrescento."

in "Nove ensaios Dantescos; Obras completas,vol III" , Jorge Luis Borges

23.7.08

abandono

Conduzidos por um exército pelo deserto há vivos numa carroça, no meio dos mortos.

20.7.08

to build a house or a home

When you find a home you build it from inside with your heart walls. When you're anxious to construct a house you try to glue two epidermis, from outside to inside.
When you build a home it´s an involuntary act. Your walls even when they seem different from the other one walls tend to fuse into a whole.
When you force to build a house even when you have the absolute certainty that the other is your soul mate tend to be a prison of walls . Instead of protecting from outside world they alienate you from it.

Marta to JCR

you are the one

I always walk the line when I find the spotlight.

Marta to JCR

19.7.08

to see or to watch

When I see you I don't need to watch you.
You know the person you really love lays inside your heart. You wake up, breed, eat, walk, listen the sound of the world around you, run, swim, and sleep thinking in the person you love, even when that one isn't there.
But all you need is to feel the perfume of the beloved one, to see him even when he is far away. Televisions and things are the ones who must be watched if they are not watched they can't become what their image needs to represent. Persons can and must be loved so they don't need to be watched just to feel seen by their beloveds.


Marta to JCR, I see you even in my dreams.

17.7.08

run away

Counting down. Never hide what you can't find again.

Pitter Patter Goes My Heart



Broken Social Scene, to JCR

11.7.08

Teus passos(...)

Não és os outros(...)
Também é pó cada palavra escrita
Por tua mão ou o verbo pronunciado
Pela boca. Não há pena no Fado
E a noite de Deus é infinita.
Tua matéria é o tempo, o incessante
Tempo. E és cada solitário instante.


in
"Ápice"; "Obras Completas; Vol. III", Jorge Luis Borges

"(...)essa doce rotina(...)pode ser última."1

Calam-se as cordas.
A música sabia
Tudo o que eu sinto 2


1 e 2
Borges, Jorge Luis"Obras Completas-vol III".

1 in"A Cifra"
2 in "Dezassete haiku"

4.7.08

"A espera"

"Antes que venhas,
Um monge tem de sonhar com uma âncora,
Um tigre tem de morrer em Samatra,
Nove homens têm de morrer em Bornéu"

in "História da Noite", Obras Completas III, Jorge Luis Borges

"Cada um define-se para sempre num só instante da sua vida(...)"

"Com infinita piedade, Dante refere-nos o destino dos dois amantes e sentimos que ele inveja esse destino. Paolo e Francesca estão no Inferno, ele salvar-se-à, mas eles amaram-se e ele não conseguiu o amor da mulher que ama, de Beatriz. Nisto há também uma certa jactância, e Dante tem de senti-la como uma coisa terrível, porque ele já está ausente dela. Em contrapartida, estes dois réprobos estão juntos, não podem falar-se, rodam no negro remoinho sem nenhuma esperança, nem sequer nos fala Dante da esperança de que os sofrimentos cessem, mas estão juntos. Quando ela fala, usa o nós; fala pelos dois, outra forma de estarem juntos. Estão juntos para a eternidade, compartilham o Inferno e isto para Dante tem de haver sido uma espécie de Paraíso."


in "Sete Noites", Obras Completas III, Jorge Luís Borges

1.7.08

The Beat



Desenho:Marta Freitas (com a circulação parada, movimentar as mãos sobre o papel, não parar. Nunca parar.)

"(...)compasso binário e coercivo."1



1 in "As Anotações de Malte Laurids Brigge", Rainer Maria Rilke
Desenho: Marta Freitas (sob o stress da entrega de coisas sem sentido, provavelmente antes da hora de almoço)

absolutamente nada



Desenho: Marta Freitas (feito depois de ouvir, algumas vezes, de um "superior hierárquico": "Mas que mania de torceres tudo!")

"O desejo de ter uma morte pessoal torna-se cada vez mais raro."1



1 in "As Anotações de Malte Laurids Brigge", Rainer Maria Rilke
Desenho: Marta Freitas (feito numa selva de epidermes depois de dormência momentânea)

"Sentia pavor de ver um rosto por dentro,(...)"1



1 in "As Anotações de Malte Laurids Brigge", Rainer Maria Rilke.
Desenho: Marta Freitas (feito num atelier "empresa" para escapar à morte da espinha que liga o coração, o cérebro e o movimento)

muros sem fim

" «Riez! (Ria!)» Intervalo «Riez! (Ria!) Mais riez, riez. (Mas ria, ria)». Eu já estava a rir. É inexplicável porque é que o homem do lado não queria rir. Uma máquina começou a vibrar, mas voltou a calar-se novamente; houve uma troca de palavras, depois ergueu-se outra vez a voz enérgica e ordenou « Dites nous le mot: avant. (diga-nos a palavra: antes.)» Soletrando « a-v-a-n-t (a-n-t-e-s)» ...Silêncio. «On n'entend rien. Encore une fois: ... (Não se ouve nada. Outra vez: ...)»


in "As anotações de Malte Laurids Brigge" , Rainer Maria Rilke

29.6.08

Gorilas ou chicletes? Doesn't matter, just Choose the flavour



Generation sex ; Divine Comedy

samba architecture



autor: Filipe Balestra

Ver também em http://www.2bros.org/

casas provisórias

"Apercebemo-nos, é certo, de que não sabemos o nosso papel, procuramos um espelho, queremos descaracterizar-nos, despojar-nos do que é falso e ser autênticos. Mas algures, preso em nós, permanece ainda um pedaço de disfarce de que nos esquecemos. Nas nossas sombrancelhas fica um vestígio de exagero, não notamos que os cantos da boca estão retorcidos. E assim andamos nós, escárnio e metade de nós mesmos: nem seres autênticos nem actores."

in "As anotações de Malte Laurids Brigge" Rainer Maria Rilke