27.7.09

Parabéns

Ainda tão nova e já uma grande mulher.
Muitos parabéns amiga.

10.7.09

Pulp Bananas



Bansky, inspired in "Pulp Fiction" by Quentin Tarantino

26.6.09

Beat it

Thriller

Uma rentrée nos ouvidos do mundo que se lembra dos mortos.

25.6.09

Tweed Skirt



Steve Shiffman & the Land Of No

Agentes técnicos formados para acudir à escassez de arquitectos????

A mudança legislativa coloca em risco o trabalho dos 200 agentes técnicos de Arquitectura e Engenharia da Madeira

Marta Caires

mcaires@dnoticias.pt

Os 200 agentes técnicos de Arquitectura e Engenharia da Madeira estão preocupados com a mudança do decreto 73/73, o que regula os projectos de construção de edifícios. Em Lisboa, o Governo de José Sócrates aceitou alterar a lei para garantir que os projectos de arquitectura sejam assinados apenas por arquitectos.

A mudança legislativa será, ao que tudo indica, aprovada em breve. A acontecer, satisfaz uma velha reivindicação dos arquitectos, mas deixa em situação crítica os agentes técnicos. Na Madeira, segundo as estimativas da associação do sector, existem 200 profissionais habilitados a dirigir obras até 800 metros quadrados e a projectar prédios até três andares.

Ao restringir os projectos aos arquitectos, a lei retirará trabalho aos agentes, formados para acudir à escassez de arquitectos e engenheiros. Porque, conforme explica Andreia Jesus, delegada regional da Associação de Agentes Técnicos, o decreto de 1973 abriu caminho a uma nova classe profissional. A que, depois da alteração, ficará sem trabalho.

Os 200 da Madeira (muitos mais no País todo) têm formação própria, tiraram um curso legal e reconhecido.

"Na altura, o que se pedia para fazer o curso de cinco anos - com mais um de estágio - era o 9º ano de escolaridade".

E era com essa formação que faziam o trabalho, que projectavam casas e geriam pequenas obras. Foram o remédio provisório numa época em que as universidades não formavam arquitectos e engenheiros em quantidades suficientes.

34 anos depois, com uma forte pressão da Ordem dos Arquitectos, o Governo dispõe-se a mudar a lei. Segundo os argumentos apresentados, a bem da boa arquitectura, da construção de qualidade, pensada e integrada, com ideias modernas de urbanismo.

No entanto, sem ouvir os agentes técnicos, que se consideram os sacrificados deste processo.

A decisão de mexer na legislação foi aprovada na reunião de Conselho de Ministros de 18 de Janeiro e a Associação dos Agentes Técnicos sente que as suas reivindicações não estão a ser ouvidas pelo Governo. Apesar de tudo, o secretário de Estado das Obras e um representante do IMOPP recebeu a delegação da classe um dia antes da decisão do Conselho de Ministros.

Preocupados, em risco de ficar sem trabalho, os agentes não se conformam com a proposta de um prazo de cinco para fazer a transição da actual legislação para a mais restritiva. E, nesta altura, perguntam já o que acontecerá depois desses primeiros cinco anos, o que farão das suas vidas, da sua profissão.

Até porque consideram injustos os argumentos para mudar a lei, sobretudo os que referem a má arquitectura, da volumetria excessiva. Porque, na verdade, não se sentem responsáveis pela proliferação de 'mamarrachos'. O decreto de 1973, o 73/73, nunca lhes permitiu assinar projectos com mais de três andares a contar da cota de soleira, nem nunca tiveram a cargo a direcção técnica de obras com mais de 800 metros quadrados.


in "http://arquitectura.pt/forum/f29/amea-ado-4992.html"

18.6.09

Actos próprios da profissão

"Mas ouça vou arrendar um espaço num centro comercial e já tenho as instalações todas feitas, penso que já tem electricidade, gás, esgotos, etc. Além disso não vou lá ter confecção, apenas serviço de take away."
"De qualquer forma terá de contratar um arquitecto. É o melhor que tem a fazer, porque ele poderá avaliar se o espaço que quer arrendar é viável para o tipo de estabelecimento que quer abrir. Adequação de regras exigíveis em regulamentação aplicável. Adequação do tipo de expectativa que tem e do espaço que lá está. Adequação das infra-estruturas actuais ao tipo de estabelecimento e do número de clientela expectável. Aliás até poderá não necessitar de obras, mas um arquitecto poderá ajudá-la nesse aconselhamento."
"Ah, então vocês aí não fazem essas avaliações?"
"Não! Desculpe mas isso são actos próprios da profissão. São serviços não gratuitos que têm de ser contratados."
"E onde arranjo um arquitecto?"
"Como vê eu aqui não lhe posso recomendar nenhum atelier ou arquitecto específico. Mas se procurar nas páginas amarelas encontrará muitos com certeza!"

17.6.09

da educação

Prevenir é o melhor remédio. Assim como se educa as crianças desde pequeninas para a reciclagem,deveriamos educá-las para a sensibilização da arquitectura, das cidades e do território. Falar dos actores principais, fazê-las perceber porque as cidades estão as morrer, e as "novas construções" são como são. Explicar a responsabilidade que cada um de nós tem ao pensar na cidade e nas pessoas ou profissionais a quem entregamos o nosso bocadinho de umbigo citadino, do futuro do lugar onde elas vivem e viverão.
O que fizeram a Ordem dos Arquitectos, o Estado, as escolas e as empresas para alterar esta situação? Os impostos servem apenas para pagar novas oportunidades, estradas, pontes e obras de regime? Porque não criar uma base sólida no conhecimento e sensibilização dos cidadãos para as cidades e tudo os que as liga? Falar nos prós e nos contras de uma má gestão de recursos humanos e de território!
Vamos continuar no "muro das lamentações" a maldizer as pessoas não querem nada com os arquitectos e os outros "técnicos", que nos roubam o trabalho? É esse o futuro que queremos?Isso muda alguma coisa? Isso melhora a vida das cidades?

12.6.09

de onde vêm os manjericos?

Está lá tudo!

"Tenho lá todo o equipamento necessário,pus tudo o que me pediram."
"O seu arquitecto chegou a comunicar as alterações à CML"
"Ó menina eu próprio desenhei tudo!"

in Ahresp, Gabirest, (conversa de um dono de restaurante)

Gabirest

"Mas então pela sua conversa, está-me a dizer que o arquitecto, para fazer o meu restaurante, é incontornável?"

in Ahresp, Gabirest

"Como construir a sua moradia sem ter que aturar um arquitecto"

via: http://www.sobrevoando.net




de
Rui Campos Matos
(escrito para o Diário de Notícias da Madeira, secção “Arquitectura e Território)


"Quantas pessoas, quando chega o momento de construir a moradia com que sempre sonharam, não passam pela aflição de perguntar a si próprias: será que vou ter de aturar um arquitecto?

Neste pequeno artigo, tentarei explicar como construir uma nova casa, sem se sujeitar às exigências de um desses profissionais. Para que o empreendimento seja levado a cabo com êxito há que fazer três importantes escolhas: estilo, técnico e empreiteiro.


O estilo

Eis-nos perante a primeira decisão a tomar - o estilo da casa. Felizmente não é difícil porque existem apenas dois: o tradicional (também conhecido por rústico) e o moderno, que vem colhendo cada vez mais adeptos entre os jovens.
O tradicional caracteriza-se pelo típico telhado de aba e canudo, a janela de alumínio aos quadradinhos, a lareira de cantaria com a sua chaminé e o imprescindível barbecu, testemunho dos inumeráveis prazeres da vida rústica. Já o moderno é completamente diferente, tão diferente que até as coisas mudam de nome. O telhado desaparece, dando lugar à cobertura plana; a janela perde os quadradinhos e passa a chamar-se vão; à chaminé, em tubo de aço inoxidavel, chama-se fuga; e barbecu é um termo obsceno que deve ser evitado na presença das senhoras.
Não existem, pois, quaisquer espécie de dúvidas quanto a questões de estilo - ou se é tradicional ou se é moderno, as duas coisas ao mesmo tempo é impossível.

O técnico

Escolhido o estilo, há que escolher o alfaiate, que aqui designaremos pelo técnico. Trata-se de uma escolha muito fácil, porque o que não falta são técnicos. Intitulem-se eles construtores civis diplomados, agentes técnicos de engenharia, electricistas habilitados ou desenhadores habilidosos, todos se regem pela mesma cartilha, a de João de Deus: o pinto pia, a pipa pinga… Não passaram cinco anos a estudar arquitectura? Não estagiaram mais dois? Que importa isso?

Concentremo-nos apenas nas suas virtudes:
1- Projecto elaborado em tempo recorde.
2- Preço: 999 €.

Mas como conseguem eles ser tão eficazes?

É simples: antes de encomendado, o projecto já está feito. Até parece milagre! Mas não é, o que se passa é o seguinte: o técnico tem duas pastas no computador, uma para projectos em estilo tradicional, outra para os modernos. Escolhido o estilo pelo cliente, é fácil, emenda daqui, remenda de acolá e, numa tarde, o projecto está feito! Para quê complicar?
“Mas o rapaz parecia semi-analfabeto, disse que não podia assinar o projecto, mas que havia outro técnico que podia…”. Não é caso para preocupações, trata-se de uma situação corrente em que um técnico analfabeto paga a um técnico habilitado para que este, a troco de uns trocos, assine de cruz. Está tudo incluído no pacote e, (ironia do destino!), quantas vezes o técnico habilitado não é um arquitecto daqueles que faltaram às aulas de religião e moral…
Aprovado o projecto, o técnico já não é preciso para nada. É dizer-lhe adeus que ele até agradece, porque de obra não percebe nada nem quer perceber, quem percebe disso é o empreiteiro – a nossa terceira e última escolha.

O empreiteiro

O primeiro encontro entre cliente e empreiteiro costuma ser decisivo. É nele que terá de se estabelecer, entre o primeiro e o segundo, uma relação de confiança cega, em tudo semelhante à fé. A fé de quem acredita que, com um projecto feito por um técnico, que não especifica nada, que não pormenoriza nada e que não quantifica nada, não vai ser enganado por um homem que passa o dia a fazer contas de cabeça… Entre cinco pequenos empreiteiros, como escolher o indicado para construir a moradia? Infelizmente, chegados a este ponto, não posso recomendar senão fé, muita fé e confiança, porque tudo o resto é irrelevante:
1- O valor do orçamento é irrelevante, foi feito com base no projecto do tal técnico, é um número atirado para o ar, um número que, com os imprevistos, há-de subir ainda umas quantas vezes.
2- O prazo estabelecido para concluir a obra vai depender do bom ou mau tempo e, nesse capítulo, só Deus sabe.
3- As garantias dadas são as que estão na lei - cinco anos. Se a casa apresentar defeitos, reclame; se a reclamação não for atendida, recorra ao tribunal (também pode recorrer ao pai natal se achar que demora menos tempo…)
Em suma, não vale a pena perder tempo com ninharias, o mais importante é ter fé.

Conclusão

Se, apesar de conscienciosamente feitas estas três escolhas, as coisas não correrem lá muito bem, se a casa ficar pelo dobro do preço, se no Verão se assar lá dentro e no Inverno se tiritar de frio, se para abrir a porta do armário for preciso arrastar a mesa de cabeceira, se o vizinho protestar com o barbecu, se a cobertura plana meter água, não vale a pena desesperar, resta sempre a consolação de não ter tido de aturar um arquitecto."





Rui Campos Matos

arquitecto

fonte : Quinta-feira, Novembro 16, 2006 in arqportugal.blogspot.com

8.6.09

Fake empire



Stay out super late tonight
picking apples, making pies
put a little something in our lemonade and take it with us
we’re half-awake in a fake empire
we’re half-awake in a fake empire

Tiptoe through our shiny city
with our diamond slippers on
do our gay ballet on ice
bluebirds on our shoulders
we’re half-awake in a fake empire
we’re half-awake in a fake empire

Turn the light out say goodnight
no thinking for a little while
lets not try to figure out everything at once
It’s hard to keep track of you falling through the sky
we’re half-awake in a fake empire
we’re half-awake in a fake empire


The National

4.6.09

globalização

Quando o filme se projecta em nós em lingua estranha e sem legendas.

da comunicação

Quando o filme se projecta em nós e não há quem nos traduza.

wall system

Um sistema que se impede de movimentar.

2.6.09

da regulamentação da arquitectura

Desprovida do sujeito que o enforma o espaço mecaniza-se, autonomiza-se e cria regras que o tornam administrativamente eficiente.E o lugar do corpo, atira-se a um caixão?

1.6.09

Olá boa noite fala do futuro

-É oportuno falar consigo um bocadinho sobre o futuro?
-Não olhe não se dê ao trabalho, nós aqui já fomos vossos associados, mas deixámos de ser.
-Permita-me perguntar-lhe...Porque deixaram de o ser, o futuro já não lhe interessa?
-Não! Olhe uma vez pedimos ajuda ao futuro e ele não nos atendeu o telefonema, a partir desse momento cancelámos de imediato a subscrição. Como vê não ficámos satisfeitos. Achámos que estavamos mais seguros no passado e damos umas espreitadelas ao presente. Achamos a subscrição no presente demasiado dispendiosa, para as nossas ambições. Como vê não queremos ouvir falar mais no futuro. E não tente nos próximos presentes contactar-nos, porque senão faço uma queixa ao futuro e não quererão isso, pois não?
- Lamentamos imenso o que lhe aconteceu. E em nome do futuro tentaremos não mais incomodá-los esperando que se mantenham então seguros no passado. Ora muito boa noite, e boas continuações.

martaf

31.5.09

A verdade

Julga-se partidária e passeia as pernas laranjas com cinto de ligas pelo Twitter.

15.5.09

craziness is contagious

Can you breed now?
Drive faster!
Maybe you'll catch the air that's running faster than light.

But if air is running away from you
would you do an effort to catch it?
Maybe you can't afford it and it doesn't worth the effort!

27.4.09