Nas escolas ensinam aos meninos o ciclo da água, desde a nascente dos rios à foz no mar, evaporação e chuva. É um ciclo que mais ou menos linear, vive da dinâmica de transformação de um bem, a água.
Nas escolas também deveriam ensinar aos meninos o ciclo do dinheiro. Bem sei que é um ciclo complexo, porque existe a multiplicação ou desaparecimento do dinheiro pelas operações virtuais e especulativas dos mercados. Onde se pode roubar legalmente numa espécie de “casino” de apostas de risco elevado.
Contudo ensinaram que antigamente as pessoas faziam trocas directas entre bens e que tinham consciência de que a troca de um “animal” e (dependia deste animal) valia muitas hortaliças e cereais em troca. Transpondo para uma operação virtual, a troca monetária, que foi criada, aquando do surgimento das trocas comerciais a par das exportações e importações através de viagens em embarcações ou por terra, tornou-se mais fácil, por razões de comodidade, criarmos um bem comum, o dos metais transformados em moedas passíveis de troca.
Este surgimento levou ao início da especulação e o valor dos bens passou a ser variável não só de acordo com as diferentes culturas com que eram feitas as trocas como também de acordo com a lei da procura e da oferta, e de acordo com a “esperteza” do mediador da troca (que já não era o produtor do bem) que queria ganhar algum na mediação desta troca.
Ora muito bem, nós Portugueses nunca fomos muito produtores, desenvolvemos mais a nossa veia de mediadores. Trazíamos os bens dos continentes recôndidos de forma rápida e por rotas descobertas por nós, e vendíamos estes produtos nos países que tinham poder de compra, por valores muito acima dos de aquisição. É de facto o início da mediação pura. E que só funcionava porque conseguíamos adquirir bens raros por preços ridiculamente baixos. Resultava por serem bens raros e por o seu valor no mercado dos países informados e de recepção ser muito superior ao valor do mercado de aquisição. Assim os mediadores (Portugal, ou os Portugueses espertos) ganhavam muito dinheiro com a posição de mediadores.
Como manter uma situação semelhante, nos dias de hoje? Quando vivemos num mundo globalizado, onde as pessoas dos diferentes países vão tendo a noção do valor dos bens, embora varie de acordo com as regras dos mercados internos, que têm imensas variáveis para além do valor da moeda de cada país.
A situação de pagar pouco pelos bens adquiridos, que no fundo significava pagar pouco pelos serviços prestados na plantação, colheita e transformação desse bem, tem situações paralelas nos séculos posteriores e ainda hoje em dia na deslocalização das empresas para locais onde se consiga pagar pelos serviços de produção honorários irrisórios, mas adquirir valores exorbitantes na venda desses produtos.
Acontece que os produtos criados pelo mercado, trouxeram um efeito pernicioso, porque para vender estes bens para além dos habituais mediadores foram criados meios de divulgação e de criação da necessidade de compra destes bens, porque não eram assim tão necessários. Tiveram de criar necessidades no mercado de venda, que partem de estudos minuciosos dos hábitos do público-alvo. Nestes estudos identificam-se necessidades, medos, paixões, vícios e ambições que determinam o direccionamento das respostas que os produtos passarão a dar (respostas verdadeiras, aproximadas ou fictícias). Acontece que esta ciência chamada de “propaganda”, “publicidade” ou mais fino de “marketing” vive da especulação e é também mais uma faixa de mediação.
Se produzimos uma maçã por cada uma delas temos um produtor, um formador do produtor para que a maçã seja produzida em conformidade com as regras e leis em vigor, um inspector da produção da maçã, um transformador da maçã num produto atractivo, um criador da necessidade de venda da maçã , um mediador de venda e só então finalmente um comprador dessa maçã. Ou seja o lucro de venda da maçã é repartido por esta gente toda, em partes desiguais obviamente. O produtor pertence sempre a uma faixa de trabalho que recebe menos. Esta descontente começa a extinguir-se e a produzir menos. Daí que o valor do dinheiro torna-se inferior porque por uma maça temos de pagar o trabalho a esta gente toda e porque a maça passou a ser um bem raro, porque se deixou de produzir em grandes quantidades.
Falta introduzir a questão dos que emprestam dinheiro a todos estes agentes acima identificados, porque estes então vivem do disparate do dinheiro passar a valer menos virtualmente, porque assim para pagarmos por 100 euros emprestados há 10 anos temos de pagar com juros as perdas de valor desse dinheiro. Ou seja a entidade que emprestou o dinheiro ganha muito mais do que 100 euros.
Muito simples, acho que qualquer criança percebia porque vivemos assim hoje em dia.
14.7.10
12.7.10
9.7.10
7.7.10
1.7.10
surpreendente
E quando já não se esperam respostas... ou feedback... surpreendentemente elas aparecem.
28.6.10
Walk on your own shoes
Pela primeira vez ouvi a expressão em português "Se eu estivesse nos teus sapatos(...)".
Burka do anonimato
O problema do primeiro tipo de anónimo é que é sempre identificado como não sendo quem é. Logo o objectivo de se fazer notar é inglório. Esqueça ninguém está a pensar em si...
O problema do segundo anónimo é que é sempre identificado, pela previsibilidade do acto. Logo o objectivo de se fazer notar sem ser identificado é inglório, porque já se fez notar.
O problema do terceiro anónimo é que é sempre identificado, por ainda permanecer na memória. Logo neste caso o objectivo coincide mais com o acto. Embora não lhes sirva de muito, ao anónimo porque nunca sairá desse estatuto e ao "ameaçado" ou "contactado" porque nunca terá a certeza de quem é o anónimo e pensará que está a enlouquecer.
O anonimato serve mesmo para quê?
O problema do segundo anónimo é que é sempre identificado, pela previsibilidade do acto. Logo o objectivo de se fazer notar sem ser identificado é inglório, porque já se fez notar.
O problema do terceiro anónimo é que é sempre identificado, por ainda permanecer na memória. Logo neste caso o objectivo coincide mais com o acto. Embora não lhes sirva de muito, ao anónimo porque nunca sairá desse estatuto e ao "ameaçado" ou "contactado" porque nunca terá a certeza de quem é o anónimo e pensará que está a enlouquecer.
O anonimato serve mesmo para quê?
25.6.10
Direito a considerar um direito não coincidente com uma obrigação
http://marsalgado.blogspot.com/2010/06/temos-de-comecar-partir-louca-tenho-uma.html
Ter direito à educação, à saúde (ou a assistência médica) e à informação, não constitui uma obrigação. Espero...
Ter direito à educação, à saúde (ou a assistência médica) e à informação, não constitui uma obrigação. Espero...
22.6.10
27.5.10
Qualidade de vida em Lisboa é a 45.ª melhor do mundo, acima de Roma e Nova Iorque
Estabilidade política, bons serviços bancários, liberdade de expressão sem entraves, serviços de saúde adequados e bens de consumo à mão de semear. Graças à soma de todos estes factores e mais alguns, Lisboa arrebatou o posto da 45.ª cidade com maior qualidade de vida a nível mundial no ranking de 221 cidades elaborado pela consultora Mercer, e que é divulgado hoje.
in jornal "O Público"
Entrevistaram quem? Os Turistas que se passseiam na baixa? Os meninos que saem para o bairro de quinta a sábado à noite? Os bancos?
Esperem foi o Sócrates que fez o estudo...
in jornal "O Público"
Entrevistaram quem? Os Turistas que se passseiam na baixa? Os meninos que saem para o bairro de quinta a sábado à noite? Os bancos?
Esperem foi o Sócrates que fez o estudo...
26.5.10
24.5.10
18.5.10
signo português
Sensibilidade e bom senso fazem parte da natureza do signo de Peixes. É a antítese de um alpinistas social. Poder, dinheiro e liderança não o atraem. Tem um conhecimento intuitivo do passado e mantém-se indiferente relativamente ao futuro. Não gosta de estar confinado a um lugar. Precisa de uma profissão que implique movimento. É afável, indolente e fica indiferente a insultos, recriminações e à opinião de terceiros. Quase nada o faz reagir violentamente, o que não significa que seja amorfo, quando se irrita pode ser bastante cáustico. É um eterno romântico...
afinal explica muita coisa...
afinal explica muita coisa...
17.5.10
14.5.10
Plano de emergência

Qual foi o desgraçado que engendrou esta bola azul,verde e amarela por dentro? Sim quem foi ?
Era só para avisar que se o desgraçado tivesse metido este "projecto" de planeta hoje em dia não havia nenhuma autarquia que o aprovasse. Ó caro amigo, que deves é ser desenhador e dos rascas, onde está a parafernália de sinalização e equipamento para casos de emergência.
Para onde podemos escapar?
6.5.10
30 para cima
Ontem estava abaixo da barreira psicológica da "cotice", hoje dou início à descida alucinante da montanha russa dos vinte anos.
Dou as boas vindas a mim própria à idade que deu origem à triste série que passava no fim dos anos oitenta, "Os Trintões".
Dou as boas vindas a mim própria à idade que deu origem à triste série que passava no fim dos anos oitenta, "Os Trintões".
3.5.10
29.4.10
26.4.10
Terra incerta
E se a terra tremer e ficarmos num deserto de escombros
E se de repente dependermos daqueles que nos pedem ajuda mas nunca ajudámos
E se precisarmos de quem não conhecemos
E se precisarmos da ajuda de quem desprezámos
E se de repente dependermos daqueles que nos pedem ajuda mas nunca ajudámos
E se precisarmos de quem não conhecemos
E se precisarmos da ajuda de quem desprezámos
19.4.10
Dos organismos e dos esqueletos
Este homem consegue nos seus edifícios integrar as artes como o fizeram os góticos, por exemplo e veio provar-me de que é possível (embora com génio) resolver o tal dilema a que já me referi neste diário: dum lado, o funcionalismo mais ou menos prosaico nas arquitecturas, e do outro os museus cheios de pinturas e de esculturas mais ou menos modernas.E Taliesin é também uma lição no que respeita à prisão dum edifício aos valores naturais e humanos. Ali uma família e um Homem presos a uma terra, um conjunto de edifícios nascendo duma paisagem, a tudo presidindo um pensamento e uma forma. Ali uma força enorme liga coisas e seres. E pensar eu que vi um templo indiano e uma casa de chá japoneza no Museu de Philadelphia e claustros românticos em Nova York! O poder de integração em Taliesin é tão forte que chega a ofender-se Deus pensando que Wright também foi o creador daquela paisagem!Vi muita coisa na América até hoje: desde as melhores Racket Girls do mundo, até à altura do Empire State, vi estatísticas e números e cadeias de montagem, vi edifícios e arquitecturas, vi museus e planos e planos, vi highways e prosperidade por todo o lado: mas a poesia, a humanidade e a grandeza, só as encontrei em Wright. Tudo o que vi compreendi pela inteligência; aqui o pouco que vi permitiu-me sentir tudo sem nada me ter sido explicado. Os edifícios de Taliesin não são crianças em idade; alguns terão os trinta ou quarenta anos, o que aliás o seu estado de conservação deixa advinhar, no entanto, mesmo que estivessem em ruínas, conteriam ainda um grande poder de expressão, como vi monumentos do passado; o que seria uma ruína da Vila Savoie ou uma ruína do Seagram Building? O tempo em Taliesin joga a forma da arquitectura e da paisagem, o que creio não acontece em 90% da arquitectura moderna. Vi há tempo a casa de Gropius em Lincoln: quando vi Taliesin, a casa de Gropius pareceu-me um frigorifico pousado numa colina! Não há dúvida que o Zevi tem razão: o Sr. Giedion enganou-se, ao por Wright no princípio e Le Corbusier no fim do seu livro; foi um pequeno engano… de pôr tudo ao contrário. E o mundo sente, todos nós sentimos (e eu chorei por isso mesmo) que me falta qualquer coisa, que a máquina está perturbada que o caminho não é exactamente este e que os anos passam…Estamos a fazer uma arquitectura de "esqueletos decorados"; e Wright conseguiu crear organismos. Quem se atreve a discutir a forma de um dedo, a cor de uma flor ou o bico de um pelicano? São assim… porque são assim.É isso que nós precisamos de fazer em lugar de andar a vestir esqueletos com pinturas e esculturas ou a apresentar os esqueletos em pêlo como se um animal fosse apenas o seu esqueleto ou a qualidade dum vinho pudesse apreciar-se pela fórmula química que o representa…
in Diário da Viagem aos USA, 1960 ; Arq. Fernando Távora
in Diário da Viagem aos USA, 1960 ; Arq. Fernando Távora
3.2.10
Anúncios para emprego
Empresa
Sedeado em Lisboa, admite 1 Arquitecto com 2 anos de experiência nas fases de Execução, Acompanhamento de Obra, em regime de Tempo Integral com vínculo Prestação de Serviços. Admissão Imediata. Preferência por candidatos da Zona de Lisboa. Pretende-se com exclusividade, aptidão comercial, criatividade, versátil. Domínio da Informática Office (Processador de Texto/ Folha de Cálculo), AutoCAD. Enviar Curriculum Vitae para: E-mail: inesmartins@marmorescentral.com.pt
Ora poderá até ser discutível falarmos de um regime de tempo integral (o que isto será? A lei do trabalho fala em não mais de 40 horas de trabalho semanais)num vínculo de prestação de serviços (embora tempo integral? O que se entenderá então por tempo integral?). Para nós o tempo é demasiado relativo. Muitas horas de trabalho... Mas se calhar o produto final é sempre independente das horas, porque é o mais relevante. O cliente só paga a satisfação, não paga a quantidade de horas improdutívas (quantidade não significa satisfação). Ora prestação de serviços já será completamente incompatível com a exigência de exclusividade. Ou seja mesmo que os queridos empregadores nos obriguem a "dormir e comer e coçar o rabo" quase 24 horas por dia na dita empresa, obrigar-nos a não produzir para outros ao abrigo da aclamada prestação de serviços é um bocadinho demais.
Mas espantem-se todos quando souberem de onde vem este querido anúncio.
Vão ali e voltem. Na secção de oferta de emprego.
Mas para que é que continuamos a pagar a estes senhores?
Sedeado em Lisboa, admite 1 Arquitecto com 2 anos de experiência nas fases de Execução, Acompanhamento de Obra, em regime de Tempo Integral com vínculo Prestação de Serviços. Admissão Imediata. Preferência por candidatos da Zona de Lisboa. Pretende-se com exclusividade, aptidão comercial, criatividade, versátil. Domínio da Informática Office (Processador de Texto/ Folha de Cálculo), AutoCAD. Enviar Curriculum Vitae para: E-mail: inesmartins@marmorescentral.com.pt
Ora poderá até ser discutível falarmos de um regime de tempo integral (o que isto será? A lei do trabalho fala em não mais de 40 horas de trabalho semanais)num vínculo de prestação de serviços (embora tempo integral? O que se entenderá então por tempo integral?). Para nós o tempo é demasiado relativo. Muitas horas de trabalho... Mas se calhar o produto final é sempre independente das horas, porque é o mais relevante. O cliente só paga a satisfação, não paga a quantidade de horas improdutívas (quantidade não significa satisfação). Ora prestação de serviços já será completamente incompatível com a exigência de exclusividade. Ou seja mesmo que os queridos empregadores nos obriguem a "dormir e comer e coçar o rabo" quase 24 horas por dia na dita empresa, obrigar-nos a não produzir para outros ao abrigo da aclamada prestação de serviços é um bocadinho demais.
Mas espantem-se todos quando souberem de onde vem este querido anúncio.
Vão ali e voltem. Na secção de oferta de emprego.
Mas para que é que continuamos a pagar a estes senhores?
12.11.09
"Porque é que este projecto não vem assinado?" "Ó menina isso é porque foi um arquitecto da CML que me recomendou este arquitecto."
A questão foi levantada no relatório da sindicância aos serviços de Urbanismo e centrava-se no facto de o ranking dos arquitectos que mais projectos apresentaram à CML em 2006 ter à cabeça duas jovens (uma com 31 anos e outra com mais três ou quatro), ambas “com ligações familiares ou outras a antigos técnicos do município”. Para além destas recordistas, que subscreveram mais projectos do que ateliers com “dezenas de trabalhadores”, havia entre os dez primeiros dois octogenários, um deles que tem presentemente 84 anos.Em meados do mês passado, Salgado adiantou que, afinal, o número de processos desses autores somava perto de 1200 no triénio em causa – sendo que o director municipal de Gestão Urbanística, Gabriel Cordeiro, corrigiu essa informação, reduzindo o número para cerca de 800, enquanto um mapa dos servicos contabilizava apenas 199. Há duas semanas, o mesmo director esclareceu em reunião de câmara que o número correcto andaria pelos 500, avançando uma série de explicações técnicas para tanta confusão.Embora a sindicância não tenha identificado os quatro arquitectos, o PÚBLICO localizou-os e confirmou os seus nomes junto de Gabriel Cordeiro. As explicações ouvidas depois da boca de dois deles e a fraca credibilidade das informações camarárias, que nem sequer distinguem a natureza dos processos, ou a área de construção que envolvem, fazem, porém, pensar que as constatações feitas na sindicância podem ter várias leituras, que nem sempre passam pelo tráfico de influências ou outras ilegalidades.Na perspectiva de João Rodeia todos estes factos reforçam a necessidade de “esclarecer cabalmente o assunto”, defendendo, como já tinha feito numa carta no PÚBLICO, “que os serviços da CML têm a responsabilidade e o dever de fazer cumprir a deliberação unanimemente aprovada pelo executivo”, porque “a dúvida não pode persistir” e “todos têm direito ao bom-nome” até prova em contrário.Anteontem, Rodeia acrescentou que, ao contrário do que Salgado antes afirmou, a Ordem nunca recebeu nenhum pedido de colaboração da câmara para reanalisar os processos em causa, razão pela qual não o poderia ter rejeitado “por falta de meios”, como disse o vereador. “Informalmente foi-nos pedido para colaborarmos com a câmara na área dos licenciamentos, mas sobre este assunto nunca falámos”, concluiu. Gabriel Cordeiro, por seu turno, insistiu em que, embora não tenha sido ele a fazê-lo, “foi feito um contacto informal com alguém dos órgãos directivos da Ordem [sobre a reapreciação daqueles processos]”, que também não sabe quem seja.Arquitectos visados dizem que a sindicância não retrata a realidadeFilha de um desenhador da CML já falecido e com dois familiares ao serviço da autarquia, com quem diz não ter quaisquer relações, uma das arquitectas apontadas como recordista insurge-se contra as suspeitas que o relatório lança sobre si e um irmão com quem trabalha. “Temos muitos processos porque somos jovens e modestos e fazemos de tudo: legalizações, restaurantes, esplanadas, propriedades horizontais, pequenos trabalhos que pouco têm a ver com arquitectura.” E o facto de o seu pai ter trabalhado no Urbanismo da câmara até há cinco anos e ter lá familiares não lhe facilita a angariação de clientes e a aprovação dos projectos? “De modo algum, basta ver as propostas de indeferimento que existem em muitos dos nossos projectos”, responde, ressalvando que o atelier que o pai teve “durante 40 anos” e a que deu continuidade tinha naturalmente a sua clientela. Em todo o caso, diz que aprova a ideia da Ordem de que os processos sejam reanalisados para esclarecer tudo. “Não receamos nada”, diz. Já a outra técnica, que foi a número um em 2006, o PÚBLICO não a conseguiu contactar, mas confirmou que trabalhava para o atelier Newspace, do arquitecto Jorge Contreiras, que se demitiu da CML no decurso da sindicância e foi há pouco acusado de corrupção e outros crimes pelo Ministério Público, devido à sua intervenção em processos de várias empresas suas. Quanto aos arquitectos octogenários, um deles confirmou que até há três anos assinava muitos projectos de restaurantes e bares – “coisas muitos simples” – que eram feitos por técnicos da CML que não os podiam assinar. “Não lhes levava nada, mas via se estava tudo bem”, salienta. “Além disso havia pelo menos um arquitecto na CML que falsificava a minha assinatura.” Segundo diz, o seu colega também octogenário “teve um AVC”, mas ainda “continua a assinar por outros porque está na miséria”.
in Jornal Público
in Jornal Público
10.11.09
fundamental
"O que é fundamental para quem no fundo do coração é arquiteto? Perguntou Frank Lloyd Wright. Que deve ele ter? Deve ter saúde, deve ter força – força de caráter principalmente – força de espírito, força de músculo. Deve conhecer a vida e deve conhecê-la, estudando-a. E como se deve proceder para estudar a vida de maneira mais eficiente e direta? Vivendo-a".
25.10.09
20.10.09
15.10.09
Explicação geográfica e histórica
"O Mar Mediterrâneo é um mar do Atlântico oriental, compreendido entre a Europa meridional, a Ásia ocidental e a África setentrional; com aproximadamente 2,5 milhões de km², é o maior mar continental do mundo. As águas do Mar Mediterrâneo banham as três penínsulas do sul da Europa, que são:Ibérica (Portugal e Espanha), Itálica (Itália) e a dos Bálcãs (Região da Grécia). Suas águas deságuam no Oceano Atlântico através do Estreito de Gibraltar, e no Mar Vermelho (no Canal de Suez). As águas de outro mar também deságuam no Mediterrâneo, que é o Mar Negro (pelos estreitos do Bósforo e dos Dardanelos). As águas do Mediterrâneo geralmente são quentes devido ao calor vindo do Deserto do Saara, fazendo com que aqueça praticamente todo o Sul da Europa (Clima Mediterrâneo)."
"Principais rios que desaguam no Mar Mediterrâneo:
Ebro (em catalão Ebre), em Espanha
Ródano (em francês Rhône), em França
Pó (em italiano Po), na Itália
Nilo (em árabe النيل an-nīl), no Egipto."
"Um dos fatos marcantes da história da região aconteceu em 1453 quando os otomanos tomaram a cidade de Constantinopla (atual cidade turca de Istambul) e fecharam o Mediterrâneo oriental à penetração européia. Esta teria sido uma das razões que teria impelido portugueses e espanhóis se aventurarem pelo Atlântico em busca do caminho das Índias."
in Wikipédia.
"Principais rios que desaguam no Mar Mediterrâneo:
Ebro (em catalão Ebre), em Espanha
Ródano (em francês Rhône), em França
Pó (em italiano Po), na Itália
Nilo (em árabe النيل an-nīl), no Egipto."
"Um dos fatos marcantes da história da região aconteceu em 1453 quando os otomanos tomaram a cidade de Constantinopla (atual cidade turca de Istambul) e fecharam o Mediterrâneo oriental à penetração européia. Esta teria sido uma das razões que teria impelido portugueses e espanhóis se aventurarem pelo Atlântico em busca do caminho das Índias."
in Wikipédia.
Problema cultural ou se calhar falta-lhe um GPS
"Aprendam a descobrir Lisboa e a luz vinda do rio-mar em que se envolve, esse Rio Tejo misteriosamente aberto num mar mediterraneo a seus pés, um mar que começa exactamente no mais belo cais com que uma cidade ao mar se possa juntar.
Só que este foi o mar que nos levou a outros mundos e também não se conhece outro cais como o Cais das Colunas - essa nossa "saudade de pedra" cuja configuração ninguém tem o direito de alterar sob pena de estar a apunhalar Lisboa."
in blog cidadania LX por autor identificado, a propósito "desses malfeitores, os arquitectos"
Só que este foi o mar que nos levou a outros mundos e também não se conhece outro cais como o Cais das Colunas - essa nossa "saudade de pedra" cuja configuração ninguém tem o direito de alterar sob pena de estar a apunhalar Lisboa."
in blog cidadania LX por autor identificado, a propósito "desses malfeitores, os arquitectos"
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