
sombra

senti no meu corpo e na minha alma
que precisava muito do pecado,
precisava da luxúria, da ambição e da vaidade,
precisava do desepero mais ultrajante,
para aprender
a não lhes resistir,
(...) a amar o mundo,
para o não mais comparar com qualquer
outro mundo
por mim desejado, ou imaginado,
com uma forma de perfeição concebida por mim,
mas sim para o deixar ser como é,
para amá-lo e sentir-me feliz por lhe pertencer.
in Ainda da Felicidade, Hermann Hesse
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